Transtorno de Pânico e Agorafobia

Transtorno de Pânico. (TP)

Ataques de Pânico.

Agorafobia.

 

TP: Ataques de Pânico recorrentes e ansiedade antecipatória em relação a novos ataques. 

Agorafobia: pacientes tem uma tendência a se esquivar de situações  que podem provocar ansiedade ou Ataques de Pânico.

 

Transtornos de Ansiedade:

  1. TAG

  2. TP: prevalência 1,5 a 5,1 %

  3. Agorafobia: 3,4 a 13,4 % 

História:

 

Divisão na nomenclatura ansiedade - depressão se deu há pouco mais de 100 anos. Palavra ansiedade vem do termo anshein, angustus, angur - oprimir, estrangular, sufocar, desconforto e falta de ar.

 

Descrições de TP vem desde a Grécia Antiga onde indivíduos apresentavam pavores súbitos e sem causa aparente quando percorriam a estradas ou iam ao mercado.

Ágora - praças públicas - mercados - em grego.

 

Havia a descrição de que estas crises de ansiedade se davam devido a possibilidade de que nas florestas o viajante poderia encontrar o deus Pan. 

Dizia-se que havia uma grande estátua do deus Pan na ágora de Atenas e que muitos não se dirigiam ate lá para não encontrar esta estátua. Crises de ansiedade provocadas pelo deus Pan eram chamadas de crises de pânico e o medo de espaços abertos ou públicos era denominado agorafobia.

 

Ate 1850 síndromes de ansiedade eram vinculadas a depressão, mas, por outro lado, cada sintoma físico isolado era visto como um sintoma médico.

 

Em 1894, Freud descreveu a neurose de angústia, como entidade independente da neurastenia, separando assim, pela primeira vez, a ansiedade da depressão na história. Neurose de angústia determinaria os seguintes estados: agorafobia, crises agudas de ansiedade e estados crônicos de ansiedade.

 

No início do século XX Emil Kraeplin, descreveu as crises de ansiedade associadas a inúmeros sintomas somáticos e que estas também poderiam vir ligadas a agorafobia. Relatou também que a melhora das crises de ansiedade nem sempre eram acompanhadas da melhora das crises de agorafobia e que estas poderiam permanecer indefinidamente.

 

Em 1959, Donald Klein observou melhora clínica dos pacientes com ataque de pânico e agorafobia após algumas semanas com tratamento com imipramina.

 

Em 1980 surge pela primeira vez o termo Transtorno de Pânico como diagnóstico médico oficial, diagnóstico este que se manteria nas demais revisões.

 

Síndrome de Pânico baseia-se em três pilares:

 

1.  Ataques de Pânico

2 . Ansiedade antecipatória 

3.  Esquiva ou evitação fóbica

 

Para o diagnóstico de TP seja feito é necessário que os Ataques de Pânico sejam recorrentes e haja graves prejuízos nas vidas afetiva, laboral e social do indivíduo, com medo de ter novos Ataques de Pânico.

 

Ataques de Pânico: quadros de ansiedade de início abrupto com pelo menos 4 dos sintomas físico-psíquicos abaixo:

 

  1. Falta de ar ou sensação de asfixia

  2. Vertigem, sensação de desmaio ou instabilidade

  3. Palpitações ou taquicardia

  4. Tremores ou abalos musculares

  5. Sudorese

  6. Sensação de sufocamento

  7. Náusea ou desconforto abdominal

  8. Despersonalização ou desrealização

  9. Anestesia ou parestesias

  10. Ondas de calor ou frio

  11. Dor ou desconforto no peito

  12. Medo de morrer

  13. Medo de enlouquecer ou perder o controle

 

Situações desencadeantes de agorafobia:

 

  1. Estar sozinho em casa

  2. Sair sozinho de casa

  3. Afastar-se de casa

  4. Locais com muitas pessoas

  5. Locais sem pessoas

  6. Elevadores

  7. Túneis

  8. Pontes

  9. Estradas

  10. Transito

  11. Meios de Transporte

  12. Supermercados

  13. Lojas de Departamento

  14. Cinemas

  15. Auditórios ou estádios

  16. Shoppings

 

O diagnóstico de agorafobia em pacientes que nunca tiveram TP é raro, contrariando a CID 10.

 

Epidemiologia:

 

O TP é três vezes mais comum em mulheres, e mais de 3/4 das pacientes com agorafobia são mulheres. As mulheres tem também maior tendência a comorbidades como Depressão Maior e Transtorno de Pânico.

 

A idade de inicio do TP tem um padrão bimodal com um pico entre 15 e 24 anos de idade e outro pico entre 45 e 54 anos de idade. Sendo o segundo pico menor que o primeiro. 

 

Tratamento:

 

  1. Medicamentoso:

 

ISRS - classe medicamentosa abundantemente usada desde a década de 1990, sendo aprovada pelo FDA para o tratamento do quadro de Pânico e suas variações. Tem como representantes: Fluoxetina, Citalopram, Escitalopram, Sertralina, Fluvoxamina, etc...

 

Há também indicação para o tratamento dos quadro acima descritos o antidepressivo de ação dual, cuja espectro de ação é dose dependente denominado Venlafaxina.

 

Os benzodiazepínicos podem ser usados associadamente ou em monoterapia, privilegiando-se o uso associado aos antidepressivos devido ao potencial de abuso e dependência.

 

Em casos refratários podem ser usados outros antidepressivos duais, antidepressivos triciclicos, mirtazapina e a associação das medicações acima com: antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos atípicos - como olanzapina e aripiprazol e anticonvulsivantes como a Gabapentina.

 

 2.    Psicoterápico

 

Terapia Cognitivo Comportamental

 

Terapia de orientação analítica.